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P. Diddy denuncia maus-tratos na prisão e diz estar vivendo em condições “desumanas”



Detido desde setembro de 2024 por envolvimento em crimes ligados à exploração sexual, o rapper e empresário Sean Combs, conhecido mundialmente como P. Diddy, voltou a ganhar manchetes nesta semana após denúncias sobre a sua rotina dentro de um presídio federal no Brooklyn, em Nova York.

De acordo com relatos apresentados por seus advogados à Justiça americana, Combs estaria sendo submetido a condições degradantes, sem acesso à luz solar, enfrentando longos períodos de confinamento e recebendo alimentos estragados, inclusive com a presença de larvas. O caso levanta novamente o debate sobre a realidade dos centros penitenciários nos Estados Unidos, especialmente os de segurança máxima.

Reclamações formais e tentativa de liberdade

A defesa do artista protocolou um novo pedido para que ele possa aguardar a sentença em liberdade, sob alegação de “tratamento desumano e insalubre”. No entanto, o juiz responsável pelo caso negou a solicitação, argumentando risco de fuga e possibilidade de interferência nas investigações.

Combs cumpre prisão preventiva na ala 4-North do Metropolitan Detention Center, um setor reservado a detentos de alto perfil. Apesar de possuir estrutura diferenciada, o local também enfrenta acusações recorrentes de más condições — entre elas, superlotação, falhas sanitárias e recorrência de episódios violentos.

Alimentação vencida e rotina restrita

Segundo a defesa, o rapper está sendo alimentado com produtos vencidos e impróprios para o consumo. Os relatos ainda indicam que a unidade onde está preso vive sob constantes lockdowns — restrições internas que impedem os detentos de circularem ou receberem visitas. “Ele não vê luz natural há meses”, apontou o advogado.

Sem acesso à internet, telefone pessoal ou visitas regulares dos filhos, Combs teria apresentado sinais de esgotamento emocional. Ainda de acordo com os representantes legais, o artista também perdeu a liberdade de praticar atividades simples, como tingir o cabelo ou fazer compras regulares no sistema interno da prisão — onde se usa alimentos enlatados como moeda informal.

Condenação e expectativa de pena

P. Diddy foi condenado por transporte de pessoas para fins de exploração sexual, embora tenha sido absolvido de outras acusações mais graves, como tráfico humano e extorsão. A audiência de sentença está marcada para o dia 3 de outubro de 2025, e o tempo de reclusão a ser definido pode variar entre 3 e 20 anos.

Ainda circulam rumores sobre uma possível tentativa de perdão presidencial por parte do ex-presidente Donald Trump, com quem Combs já teria mantido contatos indiretos, mas a probabilidade de sucesso é considerada baixa por especialistas legais.



Fonte:www.glp4.com

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